6 eus

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Falo 6 fatos sobre minha pessoa e indico os links de seis blogs de amigos no final para fazerem o mesmo.

6 eus:

1) quando eu era pequeno, adorava surpresas. Aniversário, Natal, Páscoa. Tinha que ter algum presente escondido em algum lugar, eu tinha que ser surpreendido por algo que não esperava. Brigava se me contavam antes ou se deixam eu descobrir. Estranhamente, o que muito me incomoda hoje é o contrário. Antecipo os acontecimentos da minha vida. Um encontro, uma reunião, um evento, um anúncio. E isso gera ansiedade. E a ansiedade estraga boa parte daquilo de bom que estaria reservado. Eis um eu meu. Mas que precisa sumir daqui logo.

2) tem um pouco a ver com o eu de cima. O fato é que sigo na busca incessante do auto-conhecimento. Não me sinto preparado para desfrutar de tudo o que o mundo oferece (de bom e de ruim) enquanto não conhecer plenamente minhas potencialidades, imperfeições, qualidades e defeitos.

3)  gosto de escrever desde bem cedo. Tenho um caderno da terceira série do Ensino Fundamental com a anotação pouco saudável da professora pedindo para eu cuidar o tamanho dos meus textos. E o espaço inicial do parágrafo. Era uma história incrível pra minha idade. Cheia de fantasia, aventura, detalhes. Tinha cenário, personagens, início e fim. Incrível para um guri de nove anos. Só a tal professora – bem brasileira, essa professora – não viu. E acho que melhorei o que escrevo. Parte lendo Agatha Christie – e Chico Bento – , desde bem cedo, parte com todo o restante de jornais, revistas, blogs e literaturas bem mais de adulto. Contraditoriamente, sofro de insegurança ao escrever. E é mais do que um frio na barriga. Tem vezes que simplesmente não escrevo por uma desestimulante convicção de que não sairá nada de bom. Sei lá porquê.

4)  muita gente já sabe que sofro de falta de memória. Não, não é nenhuma doença. Mas me incomoda pra caramba. O velho Einstein sempre me consola com sua sentença: “A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.” O certo é que o troço é grave. Mas mais grave do que não lembrar do que passou é não imaginar o que virá pela frente. Me planejo, me organizo, mas nunca sei o que vou estar fazendo daqui um ano, dois anos, cinco anos. Não consigo. Deixo acontecer. É como se não tivesse memória do futuro também. Estou suspenso na linha do tempo. Assustador.

5) minha vida profissional é mais ou menos bem sucedida, mas minha vida pessoal inspira cuidados. Preciso zelar mais pela saúde, pelos meus amigos, pelos meus amores, pela minha espiritualidade, pelo meu auto-conhecimento, e pela minha suposta veia artística.

6) assim como a profecia sobrevive sempre ao profeta, acredito muitíssimo que estamos na Terra para que nossos gestos altruístas sobrevivam a nós. Minha espiritualidade, meu cristianismo, meu catolicismo vão nesse sentido. E sofro por às vezes não viver essa crença.

Os blogs recomendados:

AlineSimoneCris (ou Paula?)

(os outros amigos já participaram disso… 🙁 fico devendo outros três, então.)

Juliano Rigatti6 eus

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